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NÚCLEO DE APOIO CRISTÃO

 

E.B.D.

Deuteronômio - parte 02

 
 

Adoradores em comunhão com Deus e com os irmãos

Texto bíblico – Deuteronômio 14-27
Texto básico – Deuteronômio 12.1-14.29; 18.9-14; 14.22-29; 15.19-23; 18.1-8; 26.1-15
 

Texto áureo – Deuteronômio 26.16,19

“Neste dia, o SENHOR, teu Deus, te manda fazer estes estatutos e juízos; guarda-os, pois, e faze-os com todo o teu coração e com toda a tua alma.”(Dt 26.16)

“Para assim te exaltar sobre todas as nações que fez, para louvor, e para fama, e para glória, e para que sejas um povo santo ao SENHOR, teu Deus, como tem dito.”.(Dt 26.19)

DIA A DIA COM A BÍBLIA

Segunda – Deuteronômio 14 e 15
Terça - Deuteronômio 16 e 17
Quarta - Deuteronômio 18 e 19
Quinta - Deuteronômio 20 e 21
Sexta - Deuteronômio 22 e 23
Sábado - Deuteronômio 24 e 25
Domingo - Deuteronômio 26 e 27

O trecho sugerido como texto áureo de hoje poderia ser considerado o texto áureo do Pentateuco. Ele reúne os termos estatutos, juízos e mandamentos que Israel, em função da aliança com Deus, se obrigava a obedecer. Ao fazê-lo, o povo poderia contar com a benção decorrente da aliança, ainda que, circunstancialmente, indivíduos pudessem sofrer revezes. Em outras palavras, ao observar os estatutos, juízos e mandamentos, o adorador encontraria vida (Sl 119.50, 93, 107). O cumprimento da aliança seria coroado com o fato de Israel ser feito “povo santo ao Senhor, teu Deus, como tem dito” (v.19). Uma nação, cujo propósito seria adorar ao Criador, para sempre e eternamente. Em Cristo, essa promessa se estende a nós, seus servos hoje.

RAPOSAS NA VINHA DA ADORAÇÃO

(Dt 12.1-14.2; 18.9-14)

Os preceitos para vida de Israel estavam bem delineados, A precaução que deviam tomar com as influências externas em seu modo de vida e de culto estava bem clara. Proteger-nos de um inimigo visível, declarado, não é coisa muito complicada. Coisa mais difícil é quando o inimigo vem de dentro, muitas vezes silencioso e sorrateiro. Pouco a pouco vai minando os alicerces de nossa defesa. Agora, a nação de adoradores, já prestes a instalar-se na terra prometida, precisava também precaver-se de um inimigo que lhe seria mais fatal que os temidos “gigantes” de Canaã. O povo deveria tomar cuidado com o possível surgimento de falsos profetas em seu seio – raposas que, sorrateiramente, se introduziriam na vinha (Ct 2.15), roubando os frutos de adoração que pertencem ao Senhor, a saber, a contaminação de seu culto com a teologia e a liturgia dos povos canadeus.

O grande desafio para o adorador é manter o foco de sua adoração no Senhor e ocupar-se com aquilo que agrade a ele. Para tanto, o crente precisa conhecer a vontade de Deus, expressa em sua Palavra. Chamando a atenção para o que denomina “falsa espiritualidade”, podemos afirmar: “ Parece que temos voltado aos dias dos filósofos gregos que viviam pelo prazer sentimental e adoravam os seus deuses agitados pelo prazer sexual. Tudo era emoção”.  Logo, em muitas congregações evangélicas, hoje, a adoração, marcada pelo sensualismo, propicia o afloramento de distúrbios psiquiátricos e psicológicos em “certas manifestações e experiências agradáveis, que muitos interpretam como experiências espirituais.

ADORANDO POR MEIO DO DÍZIMO

(Dt 14.22-29; 15.19-23; 18.1-8; 26.1-15)

A adoração se dá em três níveis distintos: o estético, o da consciência e o da revelação divinal. Se atentarmos bem para o que sucede em nossos cultos, de modo geral, perceberemos que tem sido priorizado o nível estético: músicas, canções e até mesmo danças. Shedd explica: “A inspiração estética, seja recebida por meio dos olhos ou por meio dos ouvidos, nada mais é do que o reflexo da natureza do homem criado à imagem de Deus. Sendo caído, naturalmente o pecador aprecia mais os dons ofertados pelo Pai do que o próprio Criador”. Em outros momentos, nossa adoração se confunde com uma preocupação humanista que leva à concentração de esforços no assistencialismo social, na preocupação com direitos humanos em suas variadas nuances, num esforço para reparar falhas de nosso sistema social que, se bem que não seja uma atitude condenável, não há de definir nossa adoração, posto ter seu foco ainda na criatura mais que no Criador. A adoração que devemos prestar a Deus precisa ter seu foco principal em Deus mesmo.

Se o foco de nossa adoração é Deus mesmo, em sua grandeza, soberania e misericórdia graça, entregaremos a ele tudo o que somos e tudo o que temos,”... de todo o ... coração, de toda a ... alma e de toda a ... força” (6.4). Vai ser fácil para nós, dessa forma, entregar ao Senhor também os nossos dízimos. É comum encontrarmos adoradores que choram, tremem e até desmaiam, enlevados por canções e louvores, mas que não entregam ao Senhor os seus dízimos., muito menos suas ofertas de amor. A instrução divina à comunidade de adoradores que passavam a possuir a terra da promessa incluía a exigência de fidelidade nos dízimos como parte da adoração (14.22-29). E os dízimos deviam ser levados perante o Senhor no lugar por ele determinado para o culto. Ninguém podia fazer com seu dízimo qualquer outra coisa, senão consagrá-lo, no templo, diante do sacerdote (12.6, 11, 17, 8). Os dízimos eram para o sustento do culto, incluindo os sacerdotes e os levitas, e os necessitados. Apenas os dízimos de cada terceiro ano não precisavam ser levados ao templo. Nesse caso, os levitas e as pessoas carentes da comunidade seriam atendidos na própria cidade, em cerimônia ministrada por um sacerdote local.

ADORADORES “JUNTANDO PANELAS”

(Dt 12.15-28; 14.3-29)

A maioria dos eventos sociais em diferentes culturas da humanidade contempla a alimentação como uma de suas partes integrantes. Celebração de aniversários, noivados, casamentos, formaturas, novo emprego, datas religiosas (páscoa, Natal), são ocasiões, quase sempre, marcadas por deliciosos “comes e bebes”. O filósofo e orador romano Cícero dizia que “ o prazer dos banquetes não está na abundância dos pratos e, sim, na reunião dos amigos e na conversação”.

Além das comidas próprias das ocasiões cerimoniais (12.5-7, 26, 27), a lei indicava que o povo hebreu podia celebrar seus banquetes familiares ou comunitários (12.6, 11, 12, 19-22), para alimentação cotidiana ou para receber hóspedes (1 Sm 28.22-25; Lc 15.23). 6 Para tais ocasiões, a carne dos animais que se usava para os sacrifícios era tratada da mesma forma que a carne de caças (12.22; 14.3-21). Nos tempos do Novo Testamento, esses costumes ainda prevaleciam. A igreja de Jerusalém, no primeiro século, praticou a comunhão “no parir do pão... de casa em casa” (At 2.42,46), refeições comunitárias, conhecidas como “ágape”, cujo significado, amor, permite entender o clima que devia reinar em tais eventos.

Hoje não temos mais os banquetes sacrificiais, pois “Cristo, nosso cordeiro pascoal, foi imolado” (1Co 5.7; Ex 12.1-14; Jo 1.29,36), “tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos...” (Hb 9.28). Contudo, algumas igrejas têm por costume promover cafés, almoços ou jantares de confraternização observando-se o mesmo princípio geral de comunhão reinante nos banquetes dos antigos hebreus e dos primeiros cristãos: promover a comunhão e a unidade entre os irmãos em Cristo, uma vez que nós, “... embora muitos, somos um só pão, um só corpo, porque todos participamos de um mesmo pão” (1 Co 10.17).

 

APLICAÇÕES PARA A VIDA

1. Precisamos cuidar que as “rapozinhas” sejam afastadas da vinha de nossa adoração ao Senhor. Algumas dessas rapozinhas, que são “obstáculos à adoração”, são: “atitude incoerente com a adoração em espírito e em verdade, as exterioridades e o tradicionalismo, a rotina, o mundanismo, pecado não confessado, desinteresse e ingratidão, preguiça e negligência”. Outras “rapozinhas” poderão ser encontradas em minha vinha, e na sua, talvez. Que o Espírito Santo nos ajude a manter vigilância sobre a vinha de nossa adoração, de modo que seus frutos sejam agradáveis ao Pai.
 

2. O dízimo é um ato de adoração a Deus. 8 Há quem alegue que este é um tema restrito à antiga aliança e que, portanto, não se deve exigir dos cristãos. Jesus, porém, não rejeitava a prática do dízimo, mas advertia que o ato de consagrar dízimo ao Senhor não substituía o amor a Deus e ao próximo, prescrito na lei. O próprio Jesus consagrou tributos a Carfanaum, tributos esses destinados ao templo (Mt 17.24-27). Como afirma, mais tarde, o apóstolo Paulo: “Deus ama a quem dá com alegria” (2 Co 9.7).
 

3. A propósito de Adoradores “juntando panelas”, numa experiência de comunhão e companheirismo, a igreja de Jesus Cristo – e isto tem haver comigo e com você: deve ser um lugar de comunhão, uma comunidade de fiéis que demonstram interesse genuíno uns pelos outros. As pessoas estão famintas por aceitação, amor e amigos e, a menos que os encontrem na igreja, elas podem não ficar ali o tempo necessário para relacionar-se pessoalmente com Jesus Cristo.

 
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