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NÚCLEO DE APOIO CRISTÃO

 

E.B.D.

Deuteronômio - parte 03

 
 

Adoradores obedientes a Deus

Texto bíblico – Deuteronômio 28–34
Texto básico – Deuteronômio 27.1-10; 28.1-14; 30.1-20; 27.14-26; 28.15-68; 30.15-20; 31.30-34.20.
 

Texto áureo – Deuteronômio 29.29

“As coisas encobertas são para o SENHOR, nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para nossos filhos, para sempre, para cumprirmos todas as palavras desta lei”. (Dt 29.29)

DIA A DIA COM A BÍBLIA

Segunda – Deuteronômio 28
Terça - Deuteronômio 29
Quarta - Deuteronômio 30
Quinta - Deuteronômio 31
Sexta - Deuteronômio 32
Sábado - Deuteronômio 33
Domingo - Deuteronômio 34

Ao chegarmos a este ponto de nossos estudos no Pentateuco, podemos afirmar que algumas coisas já não fazem parte da nossa experiência de vida: a atitude de rebeldia contra o Senhor, nem mesmo a rebeldia contra aqueles líderes que Deus tem colocado diante de nós; a prática da murmuração, nem um estado de contumaz descontentamento com o que temos agora, piorados com lembranças de certos benefícios aparentes no passado, ainda que sob o julgo da servidão ao pecado, a adoração contaminada pelos ritos mundanos marcados pelo sensualismo e pela superficialidade. Assim, tomamos como nosso texto áureo a declaração: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (29.29). O que Deus, por graça e misericórdia, nos tem revelado em sua Palavra, isto, sim, faz parte da nossa vida e devemos obedecer com todas as nossas forças, com toda a nossa alma, com todo o nosso entendimento, com a bendita ajuda do Espírito Santo.
 

OBEDIÊNCIA: ESTILO DE VIDA DO VERDADEIRO ADORADOR
(Dt 27.1-10; 28.1-14; 30.1-20)

Uma frase, atribuída a Inácio de Loyola (fundador da Ordem Jesuíta “Companhia de Jesus”), diz: “Eu acredito que o branco que eu vejo é negro, se a hierarquia da igreja assim o tiver determinado”. Não é dessa obediência assim, cega, que estamos falando. O verdadeiro adorador obedecerá à Palavra de Deus como revelação que Deus como revelação que Deus mesmo fez de sua vontade, e o fará sob a orientação do mesmo Espírito Santo (2Sm 23.2; 1Pe 1.10-15; 2Pe 2.19-21). Jesus se referiu aos mandamentos de Deus – a Lei e os Profetas (Mt 5.17; 7.12; 11.13; 19.17; Lc 10.25-28; 24.44) - como fonte de vida, conceito já anteriormente exposto pelo autor do Salmo 119 (v.50,92-93).

Embora o texto de Deuteronômio que trata da renovação da aliança não o mencione, depois da exposição da lei aos ouvidos do povo, às margens do Jordão (27.1-30.20), era de esperar-se, e provavelmente tenha ocorrido, que o povo repetisse algo semelhante ao que declararam seus pais ao pé do Monte Sinai: “Tudo o que o Senhor falou faremos” (Ex 19.8; 24.7). Moisés instrui que, ao cruzar o Jordão, deveria haver um cerimonial em que os levitas declarariam ao povo a vontade de Deus, e este responderia em coro: amém (27.11-26). E de igual forma nós, adoradores do século XXI, precisamos declarar.

Deus mandou que Moisés fizesse inscrever nas pedras do altar “as palavras todas desta lei” (27.8). E devia fazê-lo “mui distintamente”, ou seja, com nitidez (Is 8.1; Hc 2.2). O texto devia ser gravado de modo claro, bem compreensível e indelével, dada à suma importância do acordo ali celebrado. “Sempre que alguém se aproximasse do altar-monumento, se lembraria de que, mediante a providência divina, tinha o povo atravessado o Jordão no tempo da primavera e que a Providência vela sobre o povo que a segue”. Que, pela leitura e pela meditação nossa na Palavra de Deus, ela nos seja como um memorial gravado indelevelmente no coração e na mente, de modo a jamais nos esquecer de seus princípios.


ADORADORES NA CONTRA-MÃO: PERIGO DA DESOBEDIÊNCIA
(Dt 27.14-26; 28.15-68; 30.15-20)

Diante de Deus o homem tem sempre a oportunidade de escolher o seu caminho. O sábio escritor de Provérbios, contudo, afirma: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Pv 14.12; 16.25). Adão escolheu o caminho da árvore proibida, trazendo a maldição do pecado sobre a sua descendência (Gn 2.15-17; 3.1-24; Rm 5.12-21). A palavra profética em Deuteronômio era de que Israel abandonaria, como já o fizera antes, o caminho da obediência e tomaria para si o caminho da rebeldia e se apartaria de Jeová (Ex 23.33; Dt 7.16), ao permitir-se cair na “cilada” da aliança com os cananeus.

Comentando esta passagem (28.15-68), ela “não é uma maldição sem motivos, ou por motivos fúteis; Deus não busca oportunidade para fazer-nos o mal, nem tem prazer em irar-se contra nós. O que aqui se menciona como motivo de maldição é o desprezar a Deus, desobedecer a Deus, abandonar a Deus”. Ao estabelecer-se na terra de Canaã, o povo de Israel experimentou as pressões do novo meio sociocultural e cedeu. Cedeu especialmente nos assuntos de fé, exatamente como Deus lhe havia advertido que aconteceria.

Não tem sido diferente a experiência da igreja de Jesus Cristo destes nossos dias. Os cristãos e as igrejas vão se rendendo ao “adaptacionismo excessivo” , na contramão da instrução da Palavra de Deus, que diz: “E não vos conformeis com este século...” (Rm 12.2). Para ajustar-se às tendências da “pós-modernidade”, os crentes e as igrejas tendem a abrir mão da mensagem revelacional em favor de mensagens circunstanciais, que podem variar conforme a demanda “do mercado”. O púlpito, muitas vezes, já não tem uma voz profética que denuncie o pecado e aponte para o único caminho da vida eterna – Jesus Cristo (Jo 14.6; At 4.12), mas alguém que se ocupa de engabelar a congregação apontando para o “paraíso-aqui-e-agora”. O foco não é mais a glória do Deus Eterno, mas a glória da criatura finita; não mais o Deus que abençoa, mas a bênção em si mesma. A sentença que pesou sobre os hebreus infiéis do passado ainda está vigente sobre todo e qualquer infiel de nossos tempos: “... virão todas estas maldições sobre ti...” (28.15).

ÚLTIMO CANTO DE UM ADORADOR

(Dt 31.30-34.12)

É provável que muitos de nós, se avisados por Deus de que morreríamos amanhã ou depois, e Deus nos mandasse subir ao ponto mais alto de nossa cidade, uma montanha ou um arranha-céu, para contemplar pela última vez os lugares que amamos, pensar nas pessoas que transitam lá embaixo, nossa mente ansiosa e nossa voz embargada não produzissem um cântico ao Senhor. Moisés, em circunstância assim, ainda elevou um cântico que era um misto de adoração ao Senhor e exortação a Israel. “Três assuntos principais dominam a alma do grande trovador: a justiça e a retidão de Deus, a vileza do pecador e a soberania de Deus”.

O cântico escrito no mesmo dia em que Deus lhe ordenou subir ao Monte Nebo (31.22; 32.48-52) é introduzido por uma exaltação ao Senhor (32.3,4), que ressalta os grandes feitos de Jeová a favor de seu povo escolhido (32.7-14), e uma afirmação da justiça, da retidão e da soberania de Deus (32.35-42). Prestemos atenção para um detalhe importante: Moisés faz apenas uma ligeira alusão aos dissabores que teve nas ocasiões de rebelião do povo (32.26), atitudes já perdoadas por ele. Porém, ocupa-se demoradamente na consideração da rebeldia do povo contra o Senhor (32.5, 6,15-18,28-34). Um grande homem esse Moisés!
Um verdadeiro adorador! Seu último canto deve ter ressoado pelas campinas de Moabe e ressoa ainda hoje em nossos corações. A Deus toda a glória.


APLICAÇÕES PARA A VIDA

1. O povo de Israel declarou sua aceitação dos termos da aliança com o Senhor (Ex 19.8; 24.7; Js 24.16,21,24). “É na base dessa aliança que Israel passa a conhecer-se e ser conhecido como povo de Jeová. Infelizmente, o convívio com as nações pagãs ao redor levou Israel a pensar sua relação com a aliança nos mesmos moldes que aquelas pensavam sua relação com as muitas divindades a quem adoravam”. A aproximação com o paganismo foi também um desastre para a igreja cristã dos primeiros séculos, especialmente a partir do envolvimento dela com o império romano no século IV. Hoje continua a igreja de Jesus Cristo sob a ameaça de contaminação com o paganismo – adotando ritos e práticas pagãs – e com o mundanismo, relaxando seu cuidado com a pureza, com a reverência e com a santidade em seu meio. Deus tenha misericórdia de nós!
 

2. Apesar de todo o desconforto de uma jornada cheia de atropelos, intrigas e rebeldia, Moisés encerra seu ministério sem lamentação ou amargura. Seu canto derradeiro foi de um general vitorioso e conclui com palavras de esperança e otimismo para o povo (2Tm 4.6-8). Que pastores, líderes, professores da EBD aprendamos com Moisés a manter tal atitude de adoradores fiéis e sinceros, e que, ao encerrarmos nossa jornada, o façamos com hinos de louvor e gratidão ao Pai Eterno.

 
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